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O mercado de câmbio encerrou com o dólar em queda e com o segundo menor giro já registrado este ano em operações para liquidação em dois dias úteis, por causa do feriado pelo Dia de Martin Luther King Jr. nos EUA hoje.

Com o fechamento dos mercados norte-americanos, empresas de comércio exterior praticamente não atuaram e as tesourarias de instituições financeiras que operaram adotaram a cautela, por causa do risco maior de perdas decorrente da liquidez fraca, disse um operador de tesouraria de um banco estrangeiro.

O dólar comercial cedeu 0,17% e fechou cotado a R$ 2,332. Na BM&F, o dólar negociado à vista recuou 0,47%, também para R$ 2,332. O giro financeiro total diminuiu 78%, para cerca de US$ 591 milhões, dos quais US$ 560 milhões em operações para liquidação em dois dias úteis (D+2). O menor giro em D+2 registrado este ano foi no dia 9, com US$ 525 milhões movimentados, informou um operador de uma instituição nacional.

A previsão nas mesas de negociação é de que os volumes financeiros com câmbio podem melhorar um pouco amanhã em meio à retomada dos mercados norte-americanos e à posse do presidente eleito, Barack Obama. De todo modo, os investidores devem ficar em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, na quarta-feira, por causa da grande dúvida no mercado sobre o tamanho da redução esperada da taxa Selic este mês.

O mercado de juros futuros prevê um corte de 0,75 ponto porcentual na taxa básica brasileira. Contudo, diante do fechamento de 654.946 empregos formais no País em dezembro - o pior resultado mensal da série histórica, algumas instituições do mercado já estão elevando suas projeções de corte da Selic este mês.

O Banco Central fez dois leilões na sessão de hoje - um para iniciar a rolagem do próximo vencimento de US$ 10,2 bilhões em contratos de swap cambial em 2 de fevereiro de 2009 e outro de venda direta de dólares no mercado à vista.

Na operação de rolagem, a autoridade monetária vendeu o lote integral ofertado de 51.000 contratos de swap com três vencimentos, equivalentes a US$ 2,514 bilhões. Essa operação não interferiu na formação de preço do dólar nem no volume de negócios. No leilão no mercado à vista, a autoridade vendeu cerca de US$ 65 milhões, que foram computados no giro em D+2, disseram os operadores consultados. A taxa de corte do leilão foi de R$ 2,3301.

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