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O dólar comercial abriu em baixa de 0,69%, cotado a R$ 2,145 no mercado interbancário. Ontem, a moeda americana fechou em baixa de 0,23%, a R$ 2,16.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar à vista era negociado em baixa de 0,67%, a R$ 2,145.

O mercado doméstico de câmbio deve continuar repercutindo o ambiente externo, que embute sinais negativos para as Bolsas em Nova York e baixo apetite para compras de moedas associadas a risco mais elevado. Esse clima macroeconômico deixa em segundo plano notícias corporativas, como a de que empresas japonesas e sul-coreanas estariam perto de fechar a compra de participação da brasileira Namisa, unidade de minério de ferro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o que pode, eventualmente, trazer fluxo de entrada de recursos para o País. "Na circunstância atual, informações corporativas seguem relegadas ao segundo plano", disse operador.

Tentando ampliar o colchão de proteção para a convulsão da economia global, o Banco Central deve divulgar hoje, às 12 horas (de Brasília), a regulamentação das operações de empréstimo em moeda estrangeira para financiamento do comércio exterior. A medida serve para fomentar o direcionamento da farta liberação de dólares das reservas internacionais brasileiras para empresas exportadoras. O governo decidiu dar ao BC poderes para "carimbar" os recursos em moeda estrangeira, direcionando-os para o comércio exterior. Com isso, o BC poderá determinar que esses empréstimos sejam entregues obrigatoriamente e a exportadores. Até então, não havia essa vinculação.

Ainda mantendo seu programa de prover liquidez ao mercado, o Banco Central faz venda de até 28 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 2 de janeiro de 2009. A oferta soma valor equivalente a cerca de US$ 1,4 bilhão. As propostas devem ser encaminhadas das 12h45 às 13 horas e o resultado será divulgado a partir das 13h15.

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