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O dólar comercial abriu em alta hoje, de 1,24%, cotado a R$ 2,374 no mercado interbancário de câmbio e, instantes após a abertura, reduziu parte dos ganhos a 1,07%, a R$ 2,37, na taxa mínima do dia. Ontem, a moeda norte-americana fechou em queda, pelo terceiro dia seguido, de 3,5%, a R$ 2,345.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subia 0,98%, a R$ 2,367, na taxa mínima do dia, após abertura em alta de 1,28% a R$ 2,374.

Os mercados hoje sucumbem ao fracasso das negociações entre democratas e republicanos no Senado dos Estados Unidos referentes ao pacote de auxílio às montadoras. Os reflexos espalham-se por todo o mundo, derrubando as principais bolsas e as moedas, que nos últimos dias vinham mostrando recuperação.

O real deve entrar nesse bojo, com disposição para a alta do dólar em detrimento da moeda nacional. Até porque, as saídas de recursos continuam.

Uma das sinalizações da dificuldade que está ocorrendo em se restabelecer um fluxo financeiro de dólares favorável ao País foi dada ontem. O Banco Central anunciou que disponibilizará dólares das reservas internacionais para as empresas que precisarem honrar compromissos externos no curto prazo, corroborando o que já se sabia. Não há renovações e a demanda por esses recursos no mercado doméstico, para remessas, tende a pressionar as cotações.

O alento vem do segmento comercial, onde os dados do fluxo cambial da primeira semana de dezembro suportam as declarações que foram dadas ontem pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

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