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Após um dia de forte queda ontem ante o real, o dólar comercial reagiu na abertura dos negócios de hoje no mercado interbancário de câmbio e iniciou o pregão em alta de 0,96%, a R$ 1,79. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em alta de 0,68%, cotado a R$ 1,769.

Após um dia de forte queda ontem ante o real, o dólar comercial reagiu na abertura dos negócios de hoje no mercado interbancário de câmbio e iniciou o pregão em alta de 0,96%, a R$ 1,79. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em alta de 0,68%, cotado a R$ 1,769.

Passado o ajuste necessário após o anuncio do pacote europeu, os mercados medem as dificuldades para que os países da região façam as mudanças necessárias na sua economia e voltam a olhar os acontecimentos do restante do mundo. Hoje, indicadores chineses sinalizando que novos apertos monetários serão necessários no gigante asiático e a formação do novo governo do Reino Unido pesam negativamente.

Com isso, o euro volta a ser negociado na faixa de US$ 1,26, nos mesmos níveis de sexta-feira, quando as medidas para blindar a moeda única eram só uma promessa. Isso tende a levar o dólar a uma alta também ante o real durante o dia de hoje. Na semana passada, a moeda norte-americana subiu 6,4% ante o real mas, somente ontem, devolveu 4,11%.

Como dizem os especialistas, o pacote de 750 bilhões de euros para proteger os países europeus endividados e sustentar a moeda única é importante no sentido de garantir a estabilidade, mas não resolve os problemas de médio e longo prazos. Os desafios que essas economias têm pela frente são grandes e os investidores precisam encontrar novos preços justos para os ativos, coerentes com essa realidade. Certamente, não serão os mesmos registrados antes do agravamento da crise grega e da possibilidade de contágio que ela espalhou pela Europa.

Ao mesmo tempo, a ameaça de inflação na China e as medidas para conter a economia causam insegurança, já que boa parte das expectativas de uma recuperação mundial mais rápida está associada à perspectiva de demanda daquele país. Principalmente por commodities. E é aí que as notícias da China afetam diretamente o Brasil, um exportador desse tipo de produto. Arrefecimento na ¿?sia significa queda imediata nas exportações brasileiras. E isso representa dólar mais alto.

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