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SÃO PAULO - Pelo quinto pregão seguido os vendedores determinaram a formação de preço da moeda americana. Tal sequência de baixa não era registrada desde o começo de novembro do ano passado.

SÃO PAULO - Pelo quinto pregão seguido os vendedores determinaram a formação de preço da moeda americana. Tal sequência de baixa não era registrada desde o começo de novembro do ano passado. Nesta segunda-feira, o dólar comercial caiu 0,33%, encerrando a jornada negociado a R$ 1,761 na compra e R$ 1,763 na venda. Tal preço é o menor desde 13 de janeiro, quando a moeda valia R$ 1,760. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar cedeu 0,36%, para fechar a R$ 1,7617. O volume subiu de US$ 43 milhões, para US$ 76 milhões. Já no interbancário, os negócios recuaram de R$ 2,9 bilhões, para cerca de US$ 1,2 bilhão. O operador de câmbio e renda fixa do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, aponta que a formação de preço da moeda reflete os dados positivos da economia americana. Na sexta-feira, foi divulgada a criação de 162 mil postos de trabalho em março, melhor resultado em três anos. Fora isso, diz o especialista, a valorização no preço das commodities, com petróleo na casa dos US$ 86 o barril de WTI, e metais ensaiando novos recordes, também dá força à moeda brasileira. "Isso tudo diminui a aversão ao risco e a moeda americana segue caindo por aqui", disse. Portella também lembra que esse ambiente de menor aversão ao risco e matérias-primas em alta fortalece outras moedas de países exportadores de commodities, como México, Canadá e Austrália. No entanto, diz operador, a queda do dólar ante o real pode ter limite na linha de R$ 1,75. Abaixo desse preço a posição vendida começa a ficar desconfortável em função da preocupação com alguma intervenção do governo. "Como o Fundo Soberano do Brasil já pode atuar, acreditamos que ele pode começar a comprar." Outro ponto destacado pelo especialista é a permanência de Henrique Meirelles no comando do Banco Central. Segundo Portella, ao seguir no comando, Meirelles eliminou a incerteza quanto a alguma guinada na política monetária. (Eduardo Campos | Valor)
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