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Sem previsão de medidas para conter a apreciação do real no curto prazo, o dólar ontem perdeu força e retomou a cotação de R$ 1,70, após ficar acima desse nível desde 19 de outubro. Bastou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar que outras eventuais medidas devem demorar e vão se limitar à liberalização das regras cambiais para os investidores reduzirem suas posições na moeda.

Afinal, as recentes taxações do capital estrangeiro não mudaram a expectativa de continuidade do fluxo cambial favorável para o País, por causa do alto retorno financeiro garantido em meio a um baixo risco. O dólar balcão fechou a R$ 1,7090, com recuo de 0,75%. A Bovespa devolveu no fim do dia os ganhos intraday e caiu 0,44%, aos 68.314,82 pontos, pressionada pelas perdas das Bolsas norte-americanas antes dos dados do mercado de trabalho dos EUA , que saem hoje.

Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 0,83%, o S&P500 perdeu 0,84% e o Nasdaq recuou 0,54%. Já os juros futuros sofreram ajustes técnicos e devolveram parte dos prêmios acumulados na véspera. A exceção foi o contrato de janeiro de 2011, que embute os movimentos de política monetária em todo o ano de 2010. A taxa para janeiro de 2011 fechou em 10,40%.

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