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A decisão dos líderes europeus de sair em defesa da moeda única do bloco, o euro, com o pacote de € 750 bilhões garantiu a busca pelos ativos de países emergentes ontem. Além disso, abriu espaço para a realização de lucros depois da forte valorização do dólar na semana passada, em que prevaleceu o receio de que um default com "efeito dominó" na Europa levasse junto boa parte do sistema financeiro.

A decisão dos líderes europeus de sair em defesa da moeda única do bloco, o euro, com o pacote de € 750 bilhões garantiu a busca pelos ativos de países emergentes ontem. Além disso, abriu espaço para a realização de lucros depois da forte valorização do dólar na semana passada, em que prevaleceu o receio de que um default com "efeito dominó" na Europa levasse junto boa parte do sistema financeiro. Com o temor de um calote de dívida soberana afastado, o investidor passou a vender dólar e iene e a comprar euro, moedas de emergentes como o real, ações e commodities. Isso porque o plano desafoga o risco de contágio, apesar das dúvidas sobre como o pacote será pago e a sua eficácia. Depois da alta de 6,44% ante o real na semana passada, o dólar ontem fechou a R$ 1,7730, com recuo de 4,11% - maior baixa desde 24/11/08. Em maio, a moeda sobe 2,07% e, no ano, 1,72%. No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2775, de US$ 1,2732 na sexta-feira; ante a moeda japonesa, o euro passou de 116,71 ienes na sexta-feira para 119,00 ienes ontem. A Bovespa seguiu a euforia nas Bolsas internacionais em reação ao pacote bilionário de ajuda aos países problemáticos da zona do euro. O Ibovespa saltou 4,11%, maior ganho desde 29/10/ 2009, para 65.452,68 pontos. O desempenho reduziu as perdas apuradas no mês para 2,71% e, no ano, para 4,21%. No mercado de juros, as taxas de curto prazo subiram, refletindo as apostas de que há espaço para o Copom promover um aperto na taxa Selic no estilo "curto e grosso". O juro para janeiro de 2011 avançou a 11,10%. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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