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SÃO PAULO - Em uma terça-feira esvaziada de indicadores macroeconômicos, o dólar se fortalece em relação ao real, acompanhando o desempenho do mercado cambial externo. Tanto o euro como a libra apresentam depreciação ante a moeda americana, assim como as commodities registram queda nos negócios.

Com mínima de R$ 1,794 e máxima de R$ 1,803, há pouco, o dólar comercial subia 0,55%, transacionado a R$ 1,796 na compra e a R$ 1,798 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa com vencimento em abril avançava 0,41%, a R$ 1,8035.

Ontem, a moeda americana encerrou a sessão com leve alta de 0,05%, a R$ 1,788. Na semana passada, o dólar acumulou baixa de 1,11%.

"Hoje, vemos um movimento mundial de alta do dólar, com as commodities contribuindo. É um dia bem morno, de realização em relação à última semana", observou o gestor de renda fixa e derivativos da Meta Asset Management, Henrique de La Roque.

Apesar de ter batido R$ 1,80 na máxima da sessão, o gestor avalia que a moeda não encontrará suporte para se manter acima desse nível ao longo dos próximos dias.

"O dólar não deve sustentar uma alta muito expressiva na semana. A tendência é não passar de R$ 1,80, que está sendo um ponto de resistência", afirmou.

No front externo, entre as notícias divulgadas hoje, o vice-presidente do banco central da China, Yi Gang, afirmou que o país vai manter a cotação do yuan basicamente estável a um nível equilibrado e razoável. "A China não é um controlador da taxa de câmbio e não força o estabelecimento da paridade da moeda", comentou.

(Beatriz Cutait | Valor)

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