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O primeiro negócio de câmbio à vista nesta manhã na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) teve o dólar cotado a R$ 2,36, recuo de 0,21% em relação à taxa de fechamento dos negócios na sexta-feira passada (R$ 2,365). No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial também fechou cotado a R$ 2,365 na sexta-feira e não havia registro de negócios nesta manhã, até as 9h50.

As expectativas renovadas de que as montadoras de veículos receberão ajuda não só nos Estados Unidos, mas também na Europa, seguram o desempenho das bolsas européias e impedem que os índices futuros do mercado norte-americano consolidem trajetória negativa, a despeito de várias notícias desfavoráveis e de uma agenda que recomenda cautela. E a promessa é de mais um dia de volatilidade pela frente nos mercados financeiros, o que deve respingar também nos negócios de câmbio no Brasil.

Encabeçando as preocupações do dia está a prisão do gestor de fundos americano Bernard Madoff, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq e um dos investidores considerados mais brilhantes do sistema internacional. Ele foi preso por suspeita de fraudar Wall Street em US$ 50 bilhões. Madoff administrava grandes fortunas e o fato repercute na Europa.

Na agenda, o destaque da semana deve ser o resultado da reunião do banco central americano sobre juros, amanhã. A expectativa é de corte nas taxas. A semana reserva ainda um encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), divulgação de balanços de bancos importantes - Morgan Stanley e Goldman Sachs, por exemplo - e indicadores relevantes da economia dos EUA e de outros países desenvolvidos. Por aqui, hoje saem dados da balança comercial e na quarta-feira os analistas devem acompanhar os números do fluxo cambial. Na quinta-feira sai a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na quarta-feira da semana passada decidiu manter a taxa Selic estável em 13,75% ao ano.

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