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Frase do ministro Mantega de que taxa seria boa para indústria é rebatida pelos fabricantes de máquinas e equipamentos

Para conseguir superar a inversão na balança comercial de máquinas e equipamentos – para cada 100 produtos vendidos no Brasil, 60 são importados, contra 40 em 2004 – o dólar deveria estar em um patamar mínimo entre R$ 2,20 e R$ 2,30. A conta é de Luiz Aubert Neto, presidente da associação dos fabricantes (Abimaq).

Os números são apontados por ele quando questionado sobre a afirmação do ministro Guido Mantega (Fazenda), que ao comentar a disposição do governo em intervir no câmbio para conter o avanço das importações, afirmou que “o dólar a R$ 2,80 é razoável para a indústria”.

“Depende da indústria, para nós não é”, rebate Aubert. “Reconheço que o governo tem uma batalha grande pela frente e o que foi anunciado ajuda, mas ainda temos os juros alto e o câmbio desfavorável”, observa.

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Menos spread com menos compulsório
A manutenção das altas taxas do spread bancário (diferença do juros cobrado pelos bancos sobre o valor que eles pagam como rendimento ao dinheiro tomado de correntistas para emprestar) foi duramente criticado neste terça-feira pela presidenta Dilma Rousseff, durante anúncio de um pacote de incentivos de R$ 60,4 bilhões para a iniciativa privada . “É necessário fazer uma discussão no Brasil sobre o spread. Tecnicamente, é difícil explicar as taxas de spread no país”, criticou.

Para o presidente da Abimaq, além de baixar as taxas do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para forçar as instituições financeiras privadas a baixarem o spread, o governo precisa flexibilizar os depósitos compulsórios para bancos que reduzirem os juros. O compulsório funciona como um tipo de poupança que os bancos privados precisam deixar no Banco Central para garantir suas operações. “Estamos numa guerra comercial e em época de guerra você tem de tomar medidas e ponto”, sugeriu

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