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Os sindicatos da França deram uma demonstração de força ontem, em Paris e no interior, mobilizando cerca de 2 milhões de manifestantes, segundo suas estimativas, contra o projeto de reforma da previdência do governo de Nicolas Sarkozy

Os sindicatos da França deram uma demonstração de força ontem, em Paris e no interior, mobilizando cerca de 2 milhões de manifestantes, segundo suas estimativas, contra o projeto de reforma da previdência do governo de Nicolas Sarkozy. A greve, que afetou mais os setores de transportes públicos, foi a quarta - mas não a maior - realizada em um ano para tentar impedir o aumento da idade mínima de aposentadoria, dos atuais 60 anos para 62 ou até 63 anos. Seguindo um cortejo com milhares de trabalhadores em Paris - a polícia não havia divulgado cifras até o início da noite -, Jean-Marie Legrand, 58 anos, empregado de uma empresa de energia, reivindicou seu direito a retirar-se do mercado de trabalho alegando que o desemprego é alto demais na França para que o tempo de contribuição seja ainda mais longo. "Tenho 58 anos. Não quero trabalhar até os 70. Há jovens atrás de nós. É a hora de eles trabalharem, e não nós", argumentou. Apesar do movimento, o projeto de reforma previdenciária de Sarkozy deve seguir seu caminho em direção à votação na Assembleia Nacional e no Senado até o mês de setembro.

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