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O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deixará amanhã o cargo no ministério tendo definido pelo menos as diretrizes para a escolha do padrão de rádio digital. Segundo Costa, será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira uma portaria com orientações para a escolha do sistema, que deverá ser feito pelas emissoras, com a colaboração da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Ministério das Comunicações.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deixará amanhã o cargo no ministério tendo definido pelo menos as diretrizes para a escolha do padrão de rádio digital. Segundo Costa, será publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira uma portaria com orientações para a escolha do sistema, que deverá ser feito pelas emissoras, com a colaboração da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Ministério das Comunicações. Em cerimônia de despedida preparada por funcionários do ministério, Costa disse que a principal exigência é para que seja adotado o mesmo sistema para as rádios AM e FM. "Não faz sentido (serem sistemas diferentes), porque se não for o mesmo sistema, vai precisar de dois rádios diferentes". Outra determinação é para que a transmissão dos sistemas analógico e digital seja feita no mesmo canal já utilizado pelas emissoras. "Nós estamos dando o caminho para que as empresas, com seus técnicos e com o apoio valiosíssimo da Anatel e do ministério, possam concluir por um sistema que vai poder atender à realidade brasileira", afirmou. A escolha do padrão de rádio digital se arrasta desde 2006, quando o Brasil optou pelo sistema nipo-brasileiro para a TV digital. Para o rádio, o Brasil vem estudando os padrões americano e europeu. "O rádio digital se tornou um desafio mais difícil porque, infelizmente, ainda apresentava algumas deficiências técnicas que não conseguimos superar", afirmou. Segundo Costa, a solução desses problemas depende dos proprietários do sistema. As emissoras já tinham optado pelo sistema dos Estados Unidos, pela qualidade na rádio FM. O sistema europeu chegou a ser cogitado para atender às rádios que operam em ondas curtas, principalmente na região Amazônica. A decisão foi adiada porque os dois sistemas apresentam problemas no atendimento das rádios AM. "Dependemos dos proprietários dos sistemas para desenvolver instrumentos capazes de superar as dificuldades técnicas", afirmou.
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