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Para o fim de 2010, Banco Central mantém a projeção de 40% do PIB

A dívida líquida do setor público deve recuar para 40,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em outubro, prevê o Banco Central (BC).

Em setembro, essa relação situou-se em 41%, após os 41,4% do PIB em agosto, beneficiada por resultado fiscal recorde do governo em função da capitalização da Petrobras.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, devem contribuir para isso "expectativa de receitas em alta e redução de despesas em outubro, devido às restrições de despesas em função do período eleitoral."

O BC mantém a projeção de 40% do PIB para a dívida líquida ao fim de 2010, considerando o cumprimento da meta de superávit primário de 3,3% do PIB, apropriação de juros em 5,2% e resultado nominal deficitário em 1,9% do PIB.

Para tal projeção, também são consideradas variáveis como a variação real do PIB de 7,3% este ano; taxa de câmbio de R$ 1,75 ao fim de dezembro; taxa média de juros de 9,8% ao ano; IGP-DI em 9,4% e variação do IPCA em 5,04%.

A dívida bruta do governo geral (governo federal, INSS, governos estaduais e municipais) deve situar-se em 60% do PIB em 2010. Já em outubro, a dívida bruta deve ficar em 59,5%, praticamente estável em relação aos 59,4% do PIB verificados em setembro.

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