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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros conservam leve viés de baixa nesta terça-feira, devolvendo parte dos prêmios acumulados ontem. Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, o mercado aguarda o desenrolar da crise na Europa e novos dados de inflação no mercado local para definir melhor as apostas para as próximas reuniões do Banco Central (BC).

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros conservam leve viés de baixa nesta terça-feira, devolvendo parte dos prêmios acumulados ontem. Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, o mercado aguarda o desenrolar da crise na Europa e novos dados de inflação no mercado local para definir melhor as apostas para as próximas reuniões do Banco Central (BC). Por volta das 12 horas, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 marcava estabilidade, a 9,39%. Julho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,71%. E janeiro de 2011 tinha baixa de 0,02 ponto, a 11,08%. Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 recuava 0,04 ponto, a 12,33%. Janeiro 2013 também cedia 0,04 ponto, projetando 12,66%. Janeiro 2014 subia 0,01 ponto, a 12,66%. Nassar comenta que o plano de 750 bilhões de euros anunciado no fim de semana e as medidas de compra de títulos e swap de moeda servem para estancar a hemorragia, mas a economia europeia continua "doente". Para ele, essa instabilidade externa não deve mudar a programação de alta de juros do BC, mas não é possível descartar algum impacto no Brasil caso a situação por lá continue piorando. Na agenda do dia, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo apontou inflação de 0,49% na primeira prévia de maio, acima do 0,39% do fim do mês passado. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o emprego industrial aumentou 0,7% entre fevereiro e março, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado positivo na sequência. Na quarta-feira, as atenções estão voltadas para as vendas no varejo no mês de março. As projeções estão dispersas entre alta de 0,5% a 1,2%. Na gestão do endividamento público o Tesouro vende Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) e também resgata antecipadamente essas notas. (Eduardo Campos | Valor)

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