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SÃO PAULO - A quinta-feira é um dia de poucos negócios e pouca oscilação nos contratos de juros futuros. A tomada de posições é restringida pela falta de indicadores de inflação e atividade no mercado interno.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,04 ponto, a 11,17%. O contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,02 ponto, a 11,57%. E janeiro 2012 apontava 11,93%, alta de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o DI para março de 2009 perdia 0,01 ponto, a 12,64%. Abril de 2009 registrava estabilidade a 12,26%. E julho de 2009 subia 0,03 ponto, para 11,63% ao ano.

Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o mercado de juro está em um ponto de indefinição. A curva já corrigiu para baixo e as apostas oscilam entre nova redução de 1 ponto percentual na Selic ou diminuição do ritmo para 0,75 ponto.

Campo Neto avalia que os últimos indicadores de inflação tiraram um pouco do entusiasmo em torno de nova redução de 1 ponto, mas, como ainda falta um mês para reunião, tem tempo para as apostas se consolidarem.

" Não devemos ter movimentação forte nos próximos dias. Sabe-se que ocorrerá mais cortes na Selic, mas ainda existe dúvida sobre o tamanho deles " , resume.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Também acontece resgate antecipado de NTN-Fs.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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