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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Enquanto a ponta curta precifica a política monetária e perde prêmio de risco, os vencimentos mais longos apresentam alguma resistência à queda.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 registrava baixa de 0,02 ponto, a 10,65%. Já o contrato para janeiro 2011 operava estável 10,97%. Enquanto janeiro 2012 apontava 11,27%, alta de 0,02 ponto.

Já na ponta curta, o DI para abril de 2009 devolvia 0,05 ponto, marcando 11,88%. E julho de 2009 recuava 0,02 ponto, a 11,18%.

Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Alexandre Ferreira, os contratos estão devolvendo o ajuste de alta dos últimos dias e a movimentação mais acentuada na ponta curta sinaliza a concentração das aposta para a reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com Ferreira, a curva futura precifica um corte pouco superior a 1 ponto percentual, indicando que alguns agentes não descartam a possibilidade de redução de 1,25 ponto a 1,5 ponto na Selic.

Para o especialista, o Banco Central deve repetir a dose e diminuir a taxa básica em 1 ponto, de 12,75%, para 11,75%. A principal justificativa para o afrouxamento monetário continua sendo a redução no ritmo de atividade no mercado interno. Mesmo motivo pelo qual são esperadas novas reduções de juros em abril (queda de 0,75 ponto) e junho (baixa de 0,5 ponto).

Na gestão da dívida, o Tesouro realiza a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que ocorre por meio da transferência de títulos. Também acontece resgate antecipado de NTN-Bs e leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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