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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros inverteram o movimento registrado nos últimos dois pregões. Os vencimentos curtos, que até então vinham perdendo prêmio de risco, passaram a apontar para cima, enquanto os longos oscilam próximos da estabilidade.

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros inverteram o movimento registrado nos últimos dois pregões. Os vencimentos curtos, que até então vinham perdendo prêmio de risco, passaram a apontar para cima, enquanto os longos oscilam próximos da estabilidade. Por volta das 11h50, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em maio avançava 0,01 ponto, a 8,83%. Junho de 2010 ganhava 0,04 ponto, a 9,16%. Julho de 2010 também tinha elevação de 0,04 ponto, a 9,42%. Janeiro de 2011 registrava acréscimo de 0,05 ponto, a 10,72%. Entre os vencimentos mais longos, janeiro de 2012 subia 0,01 ponto, a 12,08%. Janeiro 2013 marcava estabilidade, a 12,59%. Janeiro 2014 acumulava 0,01 ponto, a 12,76%. Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, tal inversão da curva pode ser considerada como um ajuste de posições depois da queda recente entre os vencimentos curtos. A questão aqui é que, mesmo que se espere uma alta de 0,50 ponto percentual na Selic na reunião da semana que vem, os agentes não vão tirara o prêmio da curva. "Mesmo que o Banco Central anuncie uma alta de 0,50 ponto, o mercado vai continuar achando que, na reunião de julho, vem um ajuste de 0,75 ponto", diz o especialista, lembrando que, em função dessa precificação, a curva não tem muito espaço para melhorar. Ilustrando tal percepção, Folchini aponta que o DI julho de 2010 sugere uma alta de 0,62 ponto agora em abril (no meio do caminho entre as duas apostas majoritárias do mercado) e outra de 0,75 ponto em junho. (Eduardo Campos | Valor)
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