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Desoneração da folha deve ser estendida a toda a indústria e o PIS-Cofins, simplificado

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Após PIB fraco em 2011, a presidenta Dilma Rousseff convocou a elite do empresariado
Wilson Dias/ABr
Após PIB fraco em 2011, a presidenta Dilma Rousseff convocou a elite do empresariado
Diante de 28 pesos pesados da economia brasileira, a presidente Dilma Rousseff prometeu ontem adotar novas medidas de estímulo ao setor produtivo. A desoneração da folha, restrita a menos de dez setores, poderá ser estendida a toda a indústria. O PIS-Cofins, considerado o mais complexo dos tributos federais, será simplificado. Haverá também um esforço para que a aduana brasileira se torne tão eficiente quanto a americana.

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Além disso, o governo vai continuar com a estratégia de segurar o câmbio, baratear capital de giro, ampliar o crédito e melhorar a infraestrutura. Estuda também formas de reduzir o custo de energia. Com isso, a presidente destacou que o governo fará sua parte e pediu aos empresários que sigam investindo. “Eu preciso que vocês deem o melhor do que existe no espírito empreendedor brasileiro”, disse.

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Dilma incumbiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de elaborar as novas medidas, com foco especial na indústria de transformação, segundo relatou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O ministro estará em São Paulo na próxima segunda-feira para discuti-las.

O governo decidiu intensificar os estímulos ao setor produtivo por causa das dificuldades de alcançar taxas elevadas de crescimento este ano. A presidente comentou que a desaceleração chinesa vai repercutir no mundo inteiro, daí a necessidade de agir com mais intensidade.

“A presidente colocou uma posição muito clara de defesa da indústria nacional”, disse o empresário Jorge Gerdau. “O governo quer que as empresas brasileiras concorram com as estrangeiras em condições de igualdade”, avaliou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. E isso será feito sem medidas protecionistas, destacou Luiza Trajano, dos Magazines Luiza. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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