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Nos EUA, o presidente Obama e membros republicanos do Congresso estão envolvidos numa disputa sobre o limite da dívida pública

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que a presidenta Dilma Rousseff ficou "muito satisfeita" com o fato de o Brasil ter um risco menor que o dos Estados Unidos. "Isso mostra que estamos no caminho certo, que a política econômica está correta, o Brasil está se solidificando e temos respeito do restante do mundo", afirmou Mantega, em entrevista concedida em Brasília.

Ontem, o custo de proteção para um eventual descumprimento pelo Brasil de suas obrigações de dívida no curto prazo ficou abaixo do registrado pelos EUA pela primeira vez. O swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) - um instrumento que mede o risco de não pagamento das obrigações financeiras - do Brasil caiu para 42 pontos base no prazo de um ano, ante o custo de 49 pontos base para a proteção da dívida dos EUA em um prazo equivalente. No prazo de cinco anos, o custo de proteção da dívida do Brasil ainda é muito mais caro. O CDS estava ontem em 108 pontos, ante os 38 pontos dos EUA.

Nos EUA, o presidente Barack Obama e membros republicanos do Congresso estão envolvidos numa disputa acalorada sobre o limite da dívida pública, com o Partido Republicano exigindo cortes profundos em troca de qualquer acordo para elevar o limite de gastos. O governo dos EUA está se aproximando perigosamente da data de 2 de agosto, quando deverá aumentar o limite da dívida para poder tomar emprestado o dinheiro que precisa para pagar suas contas.

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