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Índice caiu para 6,8%, enquanto a taxa de ocupação subiu para 55,7%, de acordo com Organização Internacional do Trabalho

A taxa de desemprego urbano na América Latina e no Caribe caiu para 6,8% em 2011, a mais baixa desde 1990, enquanto a taxa de ocupação subiu para 55,7%, de acordo com os dados do Panorama Laboral 2011 divulgados nesta quinta-feira.

A diretora do Escritório Regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, afirmou que a região "respondeu de maneira positiva à crise econômica que começou em 2009". Neste sentido, acrescentou que a alta nas economias da América Latina em 2011 "demonstrou que é possível avançar no processo de crescimento econômico com a recuperação do emprego".

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Tinoco acrescentou que o desemprego rompeu a barreira de 7%, que mantinha até 2010, e desceu para 6,8%, "um número muito significativo e muito baixo em comparação com outras regiões do mundo". Segundo os números do Panorama Laboral 2011, o crescimento econômico na América Latina e no Caribe, com média de 4,5%, gerou cerca de 5,7 milhões de empregos, enquanto o desemprego afeta 15,4 milhões de pessoas.

Os países em que a taxa de desemprego, urbano em nível nacional, foi menor que a regional são Panamá com 5,4%, República Dominicana com 5,6% e Brasil com 6,2%. Por outro lado, o desemprego afeta 12,6% da população da Jamaica, 11,8% dos colombianos e 8,6% dos venezuelanos.

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Tinoco alertou que "o grande desafio (da região) é atender as preocupações e necessidades da população juvenil que é excluída do mercado de trabalho", tendo em vista a taxa de 14,9% de desemprego juvenil, que representa sete milhões de jovens latino-americanos.

Em relação às projeções para 2012, o relatório da OIT projetou que o desemprego urbano se manterá perto do 6,8% e que o número de desempregados continuará em torno de 15,7 milhões de pessoas.

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