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Indicador atingiu a maior deterioração nas condições gerais de negócios do setor desde maio de 2009

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O desempenho geral da indústria no Brasil voltou a piorar em julho, aponta o Índice dos Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) HSBC. O indicador, divulgado nesta segunda-feira, registrou 47,8 pontos, ante 49 em junho, atingindo a maior deterioração nas condições gerais de negócios do setor desde maio de 2009. O resultado do PMI em julho já considera a retirada dos efeitos sazonais.

O índice obedece a uma escala de 0 a 100 pontos, sendo 50 a linha divisória entre crescimento e queda da atividade. O desempenho é resultado da compilação das respostas a questionários enviados a 400 empresas no País.

As quedas registradas na carteira de novos pedidos e do nível de emprego estão entre os principais responsáveis pela redução da produção industrial em julho. Os novos pedidos, que já haviam fechado junho em queda, com 47,2 pontos, encerraram julho com 45,9 pontos. O nível de emprego atingiu 49 pontos, ante 49,7 pontos em junho. Com isso, a produção industrial como um todo caiu pela segunda vez consecutiva, passando de 48,8 pontos em junho para 46,6 pontos em julho.

"De modo geral, os entrevistados atribuíram a redução na entrada de novos trabalhos ao enfraquecimento da demanda global e às condições frágeis do mercado", observa o economista-chefe do HSBC Bank Brasil, responsável pela PMI no País, André Loes. Além disso, muitas empresas sugeriram que as taxas de câmbio desfavoráveis contribuíram para o baixo volume de pedidos para exportação durante o período da pesquisa.

O índice de pedidos de exportações, de acordo com o PMI, atingiu 47,4 pontos em julho, mesma pontuação registrada em junho. Foi o quarto mês consecutivo do indicador abaixo dos 50 pontos. Os pedidos em atraso atingiram 45,9 pontos em julho, ante 47,2 em junho. Já o índice de estoque de bens finais cresceu em julho, atingindo 50,4 pontos, ante 50,1 em junho.

O indicador de preços de bens finais também cresceu em julho (50,8 pontos) ante junho (50,5 pontos). Há 22 meses, a inflação vem aumentando na indústria. Esta alta está relacionada ao aumento dos preços dos insumos, tendência que, de acordo com o PMI, vem desde fevereiro - atingiu 53,4 pontos em julho, depois de chegar aos 55,3 pontos em junho. O tempo de entrega dos fornecedores da indústria em julho caiu, com o indicador registrando 48,8 pontos, ante 48,3 em junho.

Da mesma forma, o índice de compra de insumos caiu em julho, para 46,5 pontos, ante 47,5 em junho. Os estoques de insumos registraram 49 pontos em julho, ante 49,4 em junho. Já o tempo de entrega dos fornecedores da indústria passou de 48,3 pontos em junho para 48,8 em julho.

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