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Estimulada pelo aumento do emprego, da renda e pelo fim do IPI menor para automóveis e eletrodomésticos, a demanda por crédito bateu recorde em março. Segundo a Serasa Experian, a alta foi de 18,3% ante fevereiro, o que levou o indicador para o nível mais alto desde que começou a ser calculado, em janeiro de 2007.

Estimulada pelo aumento do emprego, da renda e pelo fim do IPI menor para automóveis e eletrodomésticos, a demanda por crédito bateu recorde em março. Segundo a Serasa Experian, a alta foi de 18,3% ante fevereiro, o que levou o indicador para o nível mais alto desde que começou a ser calculado, em janeiro de 2007. "O horizonte para o crédito é muito bom. O que temos de acompanhar é a qualidade", afirmou o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Hoje, a empresa divulgará justamente o indicador relacionado à inadimplência. Almeida não quis adiantar os números, mas afirmou que ainda não é possível saber se haverá deterioração lá na frente. "Depende muito de como o cidadão lida com isso. Como sabemos, o brasileiro não tem educação financeira", observa. "Por isso, apesar das boas condições (emprego e renda), é preciso acompanhar a qualidade." Efeito estatístico. Os números divulgados ontem também mostram uma expansão de 32,5% da demanda por empréstimos em relação a março de 2009. "Mas há um efeito estatístico nisso", pondera Almeida. "No primeiro trimestre do ano passado, vivíamos os piores momentos em decorrência da crise." No acumulado do primeiro trimestre, a procura por financiamentos elevou-se em 21,6%, pelos mesmos motivos que explicam o crescimento em março. O avanço foi semelhante em todas as faixas de renda, segundo o levantamento da Serasa. Entre os brasileiros que ganham menos de R$ 500, a taxa de expansão foi de 32,9% no mês passado. No estrato dos que ganham de R$ 5 mil a R$ 10 mil/mês, a alta foi de 32,8%. Na faixa dos que ganham acima de R$ 10 mil mensais, a expansão atingiu 32,2%.
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