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Valor de US$ 52,6 bilhões é o maior desde outubro de 2008

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou mais que o esperado em janeiro, com os preços mais altos do petróleo e a retomada da demanda ajudando a levar as importações a uma máxima recorde, informou o Departamento do Comércio em relatório divulgado nesta sexta-feira.

O déficit comercial subiu mais de 4%, para US$ 52,6 bilhões, o maior desde outubro de 2008. O Departamento também aumentou sua estimativa do déficit comercial de dezembro, para 50,4 bilhões, ante dado anterior de US$ 48,8 bilhões.

As importações aumentaram 2,1%, para um recorde de US$ 233,4 bilhões. A China é responsável por boa parte do ganho, com as importações oriundas desse país subindo 4,7%, para US$ 34,4 bilhões.

A importação de bens atingiu o maior nível desde julho de 2008, pouco antes da forte queda no comércio mundial causada pela crise financeira.

A demanda norte-americana mais forte também levou as importações de serviços, automóveis, bens de capital e alimentos, sementes e bebidas a níveis recordes.

O preço médio do petróleo importando teve leve queda para US$ 103,81 por barril, mas continuou bem acima do nível de janeiro de 2011, de US$ 84,34 o barril.

Enquanto isso, as exportações norte-americanas tiveram outro mês bom, com crescimento de 1,4% em janeiro, para US$ 180,8 bilhões, lideradas pelo recorde de exportações de serviços.

As exportações de automóveis e bens de capital também atingiram máximas recordes, mostrando o aumento da competitividade dos produtos norte-americanos nos mercados mundiais.

O crescimento foi liderado pelas exportações para o México e o Japão, com os embarques para a China e as 27 nações da União Europeia (UE) caindo.

O déficit comercial dos EUA com a China caiu 12,5%, para US$ 26,0 bilhões. No ano passado, houve um recorde anual de mais de US$ 295 bilhões.

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