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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou publica na noite de ontem em comunicado suas dúvidas sobre a aquisição da GVT pela francesa Vivendi, após a empresa descumprir o prazo para prestar esclarecimentos sobre a operação pela segunda vez. O grupo francês tinha até às 18 horas de ontem para responder aos questionamentos sobre informe divulgado em 13 de novembro.

Na ocasião, a Vivendi anunciou a aquisição de 37,9% do capital votante e total da GVT, além do direito de compra de 19,6% do seu capital votante e total.

"A quantidade total de ações ordinárias de emissão da GVT adquiridas pela Vivendi, após exercidas as opções de compra, é de 73.843.624, que correspondem a 57,5% do capital votante e total da GVT e 53,7% do capital, se forem consideradas como emitidas todas as ações resultantes de títulos e opções conversíveis em ações da GVT", declarou a empresa.

Em suas investigações, a CVM levantou dúvidas sobre a capacidade das contrapartes da Vivendi de honrar as opções de compra. Ontem, em novo fato relevante, a companhia informou que o Tyrus Capital é a sua contraparte nas opções e o número de opções já exercidas e a exercer. O direito de compra sobre as demais 16.414.700 ações emitidas pela GVT, porém, ainda não foi exercido.

Ontem, a Vivendi anunciou que exerceu em 17 de novembro seu direito de comprar 8.520.000 ações ordinárias de emissão da GVT. Segundo a CVM, no entanto, a Vivendi não esclareceu a natureza dos direitos do Tyrus sobre as ações da GVT Holding objeto das opções, nem forneceu esclarecimentos indispensáveis para a correta avaliação da situação pelo mercado.

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