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Ribeirão Preto, SP, 18 - Prestes a perder o posto de maior empresa processadora de suco de laranja do mundo, a Cutrale afirma que nada mudará nas operações após a fusão entre as concorrentes Citrosuco, do Grupo Fischer, e a Citrovita, da Votorantim. O acordo, anunciado sexta-feira, criará a nova empresa líder em um dos setores de maior concentração no agronegócio.

Ribeirão Preto, SP, 18 - Prestes a perder o posto de maior empresa processadora de suco de laranja do mundo, a Cutrale afirma que nada mudará nas operações após a fusão entre as concorrentes Citrosuco, do Grupo Fischer, e a Citrovita, da Votorantim. O acordo, anunciado sexta-feira, criará a nova empresa líder em um dos setores de maior concentração no agronegócio. "O trabalho da Cutrale não vai mudar em nada, vamos seguir tocando o barco, pois consideramos natural que duas empresas competentes como essas unam as operações", disse à <b>Agência Estado</b> Carlos Viacava, diretor corporativo da Cutrale. Com a fusão entre Citrosuco e Citrovita, que ainda depende da aprovação dos órgãos federais de defesa da concorrência, a nova empresa passará a ter entre 45% e 50% do processamento de suco de laranja no País, maior produtor mundial da bebida. Já a Cutrale segue com entre 35% e 40%. Além delas, o setor, que tem quase 100% da produção exportada, é completado pela francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), com cerca de 20% da produção nacional. Na avaliação da Cutrale, "tocar o barco" significa colher os frutos dos investimentos feitos nos últimos anos em infraestrutura para ampliar a capacidade de produção, logística e de armazenamento de suco de laranja fresco, chamado de NFC - sigla em inglês para suco não concentrado e não congelado. "O investimento foi expressivo, porque o NFC tem sete vezes mais água e volume que o suco concentrado e congelado, e ainda necessita ser pasteurizado na produção, no porto e no mercado consumidor", afirmou Viacava. "Mas é um produto nobre, de maior valor agregado", completou. O executivo considera que o mercado para o NFC ainda irá amadurecer, já que a bebida, mais cara, ainda é sujeita a crises como a que atingiu os principais mercados consumidores - União Europeia e Estados Unidos. "Eu acho que o NFC é o futuro", avaliou Viacava.

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