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O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique da Silva Santos, entregou hoje, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega - no almoço com sindicalistas - documento com propostas para a manutenção do emprego e da renda dos trabalhadores, e a instauração de um espaço de negociação com representantes de trabalhadores, como aconteceu em 2006, no acordo para reajuste do salário mínimo e da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Entre as propostas, o presidente da CUT pede uma ampla reestruturação das regras do IRPF, como a correção da tabela pela taxa da inflação integral do período; a ampliação do número de faixas e o aumento do limite de renda tributável isenta do imposto.

Também pede a diminuição da alíquota da primeira faixa de contribuição; atualização anual da tabela pela inflação; o aumento dos valores mensais de dedução com dependentes; a possibilidade de dedução de todas as despesas com educação própria e dos dependentes; dedução dos gastos com medicamento de uso contínuo e também a dedução mensal nos valores gastos com saúde, educação e previdência complementar.

De acordo com o documento os efeitos da crise financeira sobre a economia brasileira já começaram a aparecer, com os anúncios de demissões, férias coletivas e suspensão dos investimentos programados em setores importantes. O documento ressalta que é fundamental uma intervenção rápida e decisiva do Estado para impedir que esses efeitos se espalhem sobre outros setores.

O texto defende ainda que o crédito só seja concedido a empresas que se comprometerem a manter e ampliar o emprego. Entre as propostas está a que prevê a desoneração da folha de pagamento somente para as empresas que reduzirem a jornada de trabalho e que se comprometerem com a manutenção do nível de emprego.

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