Tamanho do texto

RIO - A compra de aço importado deverá cair no próximo ano, acredita a Companhia Siderúrgica nacional (CSN)

RIO - A compra de aço importado deverá cair no próximo ano, acredita a Companhia Siderúrgica nacional (CSN). Isso deve melhorar o cenário de vendas para a companhia, que afirmou não temer a concorrência, contanto "que seja legal". A CSN estuda a possibilidade de entrar com pedidos de ação antidumping no mercado brasileiro. De acordo com o diretor comercial Luiz Fernando Martinez, a empresa tem provas da existência de ações de dumping no mercado brasileiro. Mas ele não quis dizer quais serão os países-alvo da companhia. A Usiminas já entrou com representação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior exigindo barreiras contra chapas grossas estrangeiras. O diretor da CSN disse não acreditar mais em queda de preços do aço no país. A expectativa é de que, no quarto trimestre, os preços fiquem 5% mais baixos do que entre julho e setembro, mas por medidas que já foram tomadas de desconto a alguns clientes. Martinez explicou que a empresa concedeu descontos de maneira geral, analisando as necessidades de cada cliente, podendo inclusive ter sido direcionado à área industrial. "A CSN está olhando se a cadeia de valor vai continuar competitiva. Olhamos todos os setores do mercado brasileiro, caso a caso, tanto na construção civil, linha branca, automotiva, etc", disse o diretor em teleconferência com jornalistas. Ele disse que não teme a competição da importação de aço. "A CSN é a favor da livre competição do mercado. Se tem uma usina siderúrgica no mundo apta a competir em igualdade é a CSN. O que a gente não topa é competir por concorrência desleal", disse. Segundo o diretor, o que vem acontecendo no país é que estão sendo importados materiais que não são adequados para o que estão sendo destinados, com indícios de fraude. Além das medidas antidumping. "Eu diria que a questão da importação é algo que extrapola a CSN, o setor de aço, e remete para problema estrutural do país. O real muito valorizado facilita esse processo. No caso da importação de aço, as usinas siderúrgicas já tomaram medidas para reduzir os prêmios em relação ao material importado. Ainda deve ter um carry over, mas o nível de importação deve cair pela metade", disse. (Juliana Ennes | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.