Tamanho do texto

Após reunião com Lula, presidente da Argentina afirmou que o país não impôs barreiras a entrada de produtos brasileiros

Rio de Janeiro, 28 mai (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, negou nesta sexta-feira, após uma reunião no Rio de Janeiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seu Governo tenha imposto ou pretenda impor restrições às importações de produtos do Brasil, conforme disse a jornalistas após uma reunião bilateral com Lula, paralela ao 3º Fórum da Aliança de Civilizações, inaugurado nesta sexta no Rio de Janeiro.

Antes do encontro, diferentes autoridades brasileiras tinham manifestado contrários à possibilidade de que a Argentina, o principal parceiro do Brasil no Mercosul, impusesse restrições às importações de alimentos brasileiros. Segundo versões de imprensa, a Argentina estudava a possibilidade de restringir a entrada em seu país de alimentos que compitam com a produção local, incluindo os procedentes de seus parceiros do Mercosul (Brasil, Paraguai e Uruguai). Tais restrições foram citadas em declarações atribuídas ao secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, mas até agora não tinham sido confirmadas nem desmentidas oficialmente.

Cristina qualificou sua reunião com Lula como "mais que boa" e disse que o encontro serviu para "aprofundar a troca comercial entre ambos os países". Segundo disse, acordou com Lula uma reunião nos próximos dias com os ministros de ambos os países para discutir sobre mecanismos para aumentar o comércio bilateral. A presidente disse ter ficado "sumamente de acordo" com os resultados de sua reunião com o presidente brasileiro.

Na quinta-feira, vários funcionários da Argentina e o assessor de Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, minimizaram as supostas divergências comerciais entre ambos os países. "Não há clima para represálias. A briga entre Brasil e Argentina só tem consistência no futebol", afirmou García ao se referir às advertências de outros membros do Governo brasileiro sobre a possibilidade de responder com reciprocidade às possíveis restrições argentinas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.