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De acordo com ministros das Finanças da zona do Euro, país deve fazer "um esforço maior" para diminuir déficit para 4,4% do PIB

Os países da Zona do Euro exigiram da Espanha meta de déficit de seu PIB, Produto Interno Bruto, de 5,3% em 2012, não de 5,8% como anunciara o governo de Mariano Rajoy, segundo um comunicado divulgado ao final de uma reunião dos ministros das Finanças, nesta segunda-feira, em Bruxelas.

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"Achamos que a Espanha deva fazer um esforço maior", diz a nota, referendada pelos ministros europeus. A Espanha pegou de surpresa os parceiros dos 17 países que adotaram o euro, anunciando no início de março um déficit público para 2012 de 5,8% bem superior ao objetivo inicialmente anunciado, de 4,4% .

Os ministros das Finanças, reunidos em Bruxelas, sob a presidência de Jean-Claude Juncker, pediram explicações sobre a situação ao ministro espanhol, Luis de Guindos.A Espanha, quarta economia da Zona do Euro, argumentou que a meta de déficit de 4,4% foi acertada num contexto diferente. Naquele momento previa-se crescimento para o país em 2012, e o fechamento de 2011 com um déficit de 6%.

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No entanto, a própria Comissão Europeia previu recessão para a economia espanhola neste ano , ao mesmo tempo em que Rajoy anunciou pouco depois de assumir o comando, que o país finalizou 2011 com um déficit de 8,5%, bem superior ao estimado pelo governo anterior.

Segundo o ministro Luis de Guindos, a Espanha vai compensar o que não foi feito no ano passado "em termos de ajuste estrutural e em comprometimentos para este ano ". Segundo ele, "o compromisso da Espanha com as regras fiscais é absoluto e o país pretende demonstrar como as reformas econômicas podem devolver a uma economia da Zona do Euro o caminho do crescimento", assinalou durante entrevista à imprensa, depois de se reunir com o ministro alemão Wolfgang Schaüble.

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Mas nem os países da Zona do Euro classificados com a nota máxima de liquidez, o tríplice A, não se mostraram flexíveis, temendo que ceder à Espanha daria um mal exemplo. A ministra austríaca Maria Fekter pediu a seus parceiros uma reação "severa", acompanhada de um "esforço" da Espanha.

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