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Decisão foi tomada pelos ministros de Finanças da zona do euro, que também aumentaram contribuição ao FMI

O premiê de Luxembugo, Jean-Claude Juncker (esq), conversa com a ministra de Finanças austríaca, Maria Fekter, no início da reunião
EFE
O premiê de Luxembugo, Jean-Claude Juncker (esq), conversa com a ministra de Finanças austríaca, Maria Fekter, no início da reunião
Os ministros das Finanças da zona do euro concordaram em ampliar a barreira de proteção monetária do bloco contra crise para um total de 800 bilhões de euros (R$ 1,9 trilhão), afirmou nesta sexta-feira a ministra das Finanças da Áustria, Maria Fekter. 

Depois do que fontes classificaram como discussão acalorada, os 17 países que usam o euro concordaram com o menor denominador comum, defendido por países como Alemanha, Finlândia e Holanda, onde a opinião pública é contra mais dinheiro para resgates, disseram fontes.

O volume abrangeria 500 bilhões de euros em dinheiro novo através do fundo de resgate permanente, o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (ESM, na sigla em inglês), além de 200 bilhões já comprometidos sob o atual Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês).

Outros 53 bilhões de euros viriam de empréstimos bilaterais e mais 49 bilhões de euros em ajuda da primeira resposta do bloco à crise, conhecida como Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM), disse Fekter a repórteres.

Outra fonte da zona do euro também afirmou que um acordo havia sido alcançado, informando os mesmos números.

O EFSF tem uma capacidade total de 440 bilhões de euros e os 240 bilhões ainda não comprometidos serviriam como uma proteção em caso de emergência nos próximos 15 meses, quando os fundos de resgate temporário e permanente funcionarão em paralelo, explicou Fekter.

A Comissão Europeia, a França e várias das maiores economias do mundo pressionam pelo aumento da capacidade de resgate da zona do euro, na crença de que uma vez que os investidores virem um muro de dinheiro para dar suporte à dívida da zona do euro, a confiança retornará e os fundos de resgate nunca terão que ser usados.

A decisão dará à zona do euro algo para apresentar aos ministros das Finanças das 20 maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento em abril, em Washington, durante negociações sobre maiores contribuições globais ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Estamos agora em uma forte posição para as discussões sobre o FMI em abril. É um bom sinal", disse o ministro das Finanças da França, François Baroin.

Uma capacidade de resgate da zona do euro mais alta é precondição para que a maioria dos países do G20 contribua com mais dinheiro ao FMI.

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