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Indicador cai em quatro dos últimos cinco meses, apesar da melhora no mercado de trabalho

As vendas no varejo da Alemanha caíram inesperadamente em fevereiro, recuando 1,1% em base mensal e em termos reais, minando as esperanças de que o consumo privado vá sustentar a maior economia da Europa no primeiro trimestre.

O indicador reconhecidamente volátil caiu em quatro dos últimos cinco meses, contrastando com as expectativas de que o varejo se mantivesse bem à luz do robusto mercado de trabalho. Economistas consultados pela Reuters tinham previsto que as vendas no varejo aumentassem 1,2% no mês.

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"A tendência tem sido fraca por enquanto, mais provavelmente devido ao fato de as famílias ainda não acreditarem em uma solução sustentável para a crise da dívida da zona do euro", disse Christian Schulz, do Berenberg Bank.

Em base anual, as vendas no varejo subiram 1,7%, em parte graças ao dia adicional em fevereiro de 2012, superando a previsão de consenso de um ganho de 0,1%.

As vendas no varejo de janeiro foram revisadas para cima, para uma queda de 1,2% no mês, de um declínio de 1,6% informado anteriormente. Em base anual, as vendas também foram revisadas para cima, para um ganho de 1,7%, ante 1,6%.

A economia alemã recuperou-se rapidamente da crise financeira global de 2008 e 2009, mas encolheu 0,2% no final do ano passado, na medida em que os problemas da zona do euro e a desaceleração da economia global prejudicaram as exportações e o consumo privado.

A economia aparentou ter se recuperado levemente neste ano, levando alguns institutos a aumentar suas projeções de crescimento e muitos economistas a prever produção industrial estável ou em alta nos três primeiros meses de 2012, evitando, assim, dois trimestres consecutivos de contração, o que define uma recessão.

O mercado de trabalho mais forte ajudou a impulsionar a confiança do consumidor, que subiu em seis entre sete meses de acordo com o grupo de pesquisa de mercado GfK. A taxa de desemprego caiu para uma nova mínima pós-reunificação de 6,7% em março.

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