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Ministros da zona do euro fixam 5,3% como objetivo fiscal, valor maior que o previsto anteriormente

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), negou nesta terça-feira que tenha favorecido a Espanha com a nova meta de déficit para 2012 e garantiu que o país fará "um esforço muito exigente" durante este ano.

"Não somos indulgentes ou especialmente duros com um Estado-membro ou com outro", disse o porta-voz econômico da Comissão, Amadeu Altafaj, em entrevista coletiva na qual insistiu que o órgão aplica de forma equilibrada as normas do procedimento de déficit excessivo.

Os ministros de Finanças da zona do euro estabeleceram nesta segunda-feira para a Espanha a meta de déficit público de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, um esforço adicional em relação aos 5,8% previstos pelo governo, mas menos duro que os 4,4% previstos anteriormente.

Alguns países da União Europeia (UE) se queixaram de a Hungria ter sido tratada de forma mais dura, depois da sanção proposta pela Comissão Europeia contra Budapeste por não cumprir a meta de déficit de 3% do PIB em 2011.

No dia 22 de fevereiro, a Comissão propôs suspender até 495 milhões de euros de fundos de coesão para a Hungria por não ter cumprido seus compromissos nesse âmbito.

No entanto, Altafaj lembrou que cada país tem prazos diferentes: a Hungria deveria ter limitado o déficit a 3% do PIB em 2011, enquanto a Espanha terá de cumprir esse mesmo número apenas em 2013.

O porta-voz lembrou que a Hungria foi o único - entre cinco países da UE que deveriam reduzir seu déficit a menos de 3% em 2011 - que não tomou medidas adicionais para consegui-lo. Já na Espanha, segundo ele, há "um compromisso firme" de limitar a 3% em 2013.

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