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Papademos afirma que país pode ser obrigado a deixar o euro nos próximos três meses se não conseguir reduzir salários e obter novo financiamento

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O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, alertou que o país pode quebrar e ser obrigado a deixar o euro nos próximos três meses se não conseguir reduzir salários e obter novo financiamento para sua dívida.

Premiê grego diz que país pode ser obrigado a deixar euro nos próximos três meses
ASSOCIATED PRESS/AP
Premiê grego diz que país pode ser obrigado a deixar euro nos próximos três meses
A advertência foi feita na noite de quarta-feira a sindicatos e empresas, numa reunião fechada em Atenas. Ontem, o governo liberou o conteúdo da conversa, cujo objetivo foi tentar convencer trabalhadores de que terão redução em sua renda. O alerta do governo elevou o risco país.

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“Temos de ceder um pouco para não perder muito”, disse Papademos, que assumiu o governo em outubro com a promessa de conduzir o país a uma série de reformas exigidas pela UE.

O governo grego estima que haja espaço para um acordo com bancos para o calote de 50% de sua dívida até o fim de janeiro. Para isso, terá de adotar uma série de medidas e ainda aceitar que bancos possam tomar posse de ativos do Estado grego se futuras dívidas não forem honradas.

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A pressa em obter um acordo ocorre por causa de 14 bilhões em dívidas que vencem em março. Pelo acordo, Atenas receberia 130 bilhões como parte de novo fundo. Já os investidores aceitariam receber apenas 50% da dívida da Grécia com eles, cerca de 100 bilhões.

Ontem, Papademos se reuniu com ministros para discutir um nova lei trabalhista que permitirá ganhos de competitividade, como exige a UE. O bloco ainda quer o fim de bônus de férias e de Natal para servidores públicos e o fim das correções salariais automáticas. Mesmo com pacotes que já incluíram cortes salariais, o déficit grego deve terminar 2011 em 9% do PIB, ante 10% em 2010. A queda do PIB será de 6%.

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Yannis Panagopoulos, um dos principais sindicalistas gregos, garantiu ontem que os trabalhadores não aceitarão mais sacrifícios. Mas admitiu que poderia negociar uma redução de salários em troca de garantias de não haver mais demissões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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