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Custo de alimentos em baixa ajuda a reduzir sinais de pressão inflacionária

Os preços dos importados nos Estados Unidos subiram em fevereiro com uma forte alta nos custos com petróleo, mas houve poucos sinais de pressões inflacionárias importadas, já que os preços dos alimentos registraram a maior queda em três anos.

Os preços dos importados em geral aumentaram 0,4%, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. O dado de janeiro foi revisado para mostrar estabilidade, em vez de uma elevação de 0,3% divulgada anteriormente.

Economistas pesquisados pela Reuters esperavam que os preços subissem 0,6% no mês passado. O dólar caiu 1,7% em fevereiro, em bases ponderadas pelo comércio, e deve ter contribuído para a alta no custo dos importados.

O Federal Reserve informou na terça-feira que a recente alta nos preços do petróleo e da gasolina puxará a inflação para cima, mas apenas temporariamente. As expectativas de inflação no longo prazo continuam estáveis, disse o banco central norte-americano.

Excluindo o petróleo, os preços dos importados caíram 0,2%, apontando pressões inflacionárias benignas. Em janeiro, os preços haviam ficado estáveis.

O relatório do Departamento do Trabalho também mostrou que os preços dos exportados subiram 0,4% no mês passado, acima da alta de 0,2% prevista por analistas. Os custos dos exportados cresceram 0,2% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento do Comércio informou que o déficit em conta corrente dos EUA aumentou para US$ 124,1 bilhões no quarto trimestre de 2011, com alta nas importações e queda nas exportações.

O déficit em conta corrente, que mede o fluxo de bens, serviços e investimentos que entram e saem dos Estados Unidos, avançou para 3,24% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,84% no terceiro trimestre.

Em 2011, o déficit ficou em 3,1% do PIB, ligeiramente abaixo dos 3,2% registrados em 2010.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que o déficit em conta corrente subisse a US$ 114,2 bilhões.

Um terceiro relatório mostrou que a demanda por compras de casas nos EUA avançou pela terceira semana seguida na semana passada, embora os pedidos de refinanciamento tenham caído e puxado para baixo uma medida da atividade geral de financiamentos de hipotecas.

A Mortgage Bankers Association informou que seu índice ajustado sazonalmente para os pedidos de hipotecas caiu 2,4% na semana passada.

Economistas estão esperançosos de que o setor imobiliário não pressione mais a economia para baixo neste ano, embora as vendas e a atividade de construção permaneçam em níveis deprimidos.

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