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"É cedo para descartar a ideia de que a economia está se estabilizando", diz HSBC

Os pedidos industriais da Alemanha registraram uma queda surpreendente em janeiro, diante de um recuo na demanda externa, segundo dados do Ministério da Economia divulgados nesta quarta-feira, diminuindo o recente otimismo de que a Alemanha pode resistir a uma recessão durante o inverno europeu.

De acordo com dados ajustados sazonalmente e pela inflação, as encomendas à indústria caíram 2,7% no primeiro mês do ano, puxadas pelo tombo de 8,6% nos pedidos de fora da zona do euro. Como um todo, as encomendas externas caíram 5,5%.

Economistas consultados em uma pesquisa da Reuters esperavam alta de 0,5%.

"Os números certamente são um pouco decepcionantes, mas é muito cedo para descartar a ideia de que a economia está se estabilizando. Ainda é possível que terminemos o primeiro trimestre com crescimento próximo de zero", disse o economista do HSBC Trinkaus, Lothar Hessler.

A economia alemã encolheu 0,2% no quarto trimestre com o enfraquecimento das exportações e do consumo privado. Muito economistas esperam que a economia contine estável nos primeiros três meses de 2012, evitando assim dois trimestres consecutivos de contração, o que definiria recessão.

Até o momento, um mercado de trabalho sólido ajudou a apoiar os gastos dos consumidores e os sentimentos do empresário e do consumidor, cujas pesquisas continuam positivas. No entanto, os dados de encomendas se seguem uma queda inesperada nas vendas no varejo de janeiro divulgadas na semana passada.

"Os novos pedidos na Alemanha têm sido um passeio de montanha-russa durante os últimos dois meses, com altas flutuações mensais, provavelmente devido ao volume de encomendas", disse o economista do ING Carsten Brzeski.

"Indicadores de confiança ainda fornecem evidências suficientes de que a fraqueza da indústria alemã no final do ano passado teve vida curta. No entanto, os números de hoje indicam que a recuperação não será tão rápida", acrescentou.

As encomendas industriais caíram 4,8% em novembro, e cresceram apenas 1,6% em dezembro.

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