Tamanho do texto

Medida foi tomada em "solidariedade" à população após o corte no salário mínimo

Premiê grego garantirá por escrito que cumprirá compromissos com zona do euro
ASSOCIATED PRESS/AP
Premiê grego garantirá por escrito que cumprirá compromissos com zona do euro
O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, não cobrou por seu trabalho desde que chegou à chefia do governo em novembro do ano passado, pois renunciou voluntariamente a seu salário diante da grave crise que o país atravessa.

A informação foi confirmada à Agência Efe nesta quinta-feira em Atenas por um colaborador de Papademos, depois que o governante a revelou à imprensa alemã no dia anterior, durante uma viagem a Bruxelas. "Ele não quis tornar isso público na ocasião porque não pretendia que fosse uma questão de debate, trata-se de uma escolha pessoal", afirmou nesta quinta seu colaborador, que solicitou o anonimato.

O salário do primeiro-ministro ronda os 105 mil euros brutos anuais (R$ 240 mil), detalhou a mesma fonte. Há duas semanas, o presidente grego, Karolos Papoulias, renunciou a seu salário de 400 mil euros anuais (R$ 914 mil), o que considerou um "gesto simbólico e solidário com o povo" de um país com uma enorme dívida pública (que supera os 360 bilhões de euros -- R$ 823 bilhões) e no qual o salário mínimo foi reduzido, por indicação de Bruxelas, para 585 euros brutos (R$ 1,3mil).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.