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Manifestantes escolheram protestar em data decisiva para eleições norte-americanas para chamar atenção para o desemprego

Fila teve 4,8 quilômetros de tamanho e contou com 5 mil pessoas
AFP
Fila teve 4,8 quilômetros de tamanho e contou com 5 mil pessoas
Cerca de 5.000 manifestantes formaram nesta terça-feira uma fila de quase 5 km de comprimento no centro de Nova York para protestar contra o desemprego nos Estados Unidos, que afeta 14 milhões de pessoas na primeira economia mundial.

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"Formamos uma única fila para representar os 14 milhões de desempregados nos Estados Unidos. É uma representação da maior fila de desemprego do mundo", disse à AFP Yana Landowne, uma das organizadoras do protesto na tradicional rua Broadway, de Wall Street, até a Union Square, no sul de Manhattan.

Ao longo de 4,8 km, cerca de 5.000 pessoas segundo os organizadores pararam a cada um ou dois metros durante 14 minutos a partir das 08h14 locais (11h14 de Brasília) agitando uma folha rosa ("Pink slip"), usada nos Estados Unidos pelos empregadores para avisar ao empregado de sua demissão.

A data escolhida para o protesto coincide com a "Super Terça" das primárias republicanas, em que são realizadas votações em dez estados."Queremos que o desemprego seja parte do debate, que todo o mundo saiba que é um grande problema neste país", afirmou Landowne, diretora de teatro independente que disse estar "muito ligada ao isolamento que as pessoas sentem quando não têm emprego".

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Para Joel Sosinsky, aposentado de 62 anos, a manifestação é um "apoio a milhões de americanos que perderam seus trabalhos durante a recessão" e uma forma de "chamar a atenção" para as eleições presidenciais de novembro, que ele considera "cruciais"."A geração de emprego é uma questão-chave nesta eleição. Trata-se de saber se continuamos o que o governo democrata começou, que mostra um aumento gradual do emprego, certamente não o suficientemente rápido e satisfatório para todo mundo, ou se retrocedemos quatro anos", explicou.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu nos últimos meses de 9% em setembro para 8,3% em janeiro, voltando a seu nível de fevereiro de 2009, graças a um forte aumento do ritmo de contratações.

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