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Rating da França foi cortado em um grau, de AAA para AA+

Nicolas Sarkozy, presidente da França: quinta maior economia do mundo perde o rating AAA
Getty Images
Nicolas Sarkozy, presidente da França: quinta maior economia do mundo perde o rating AAA
O rebaixamento do rating de crédito soberano da França, a quinta maior economia do mundo, acaba de ser confirmado pelo ministro das Finanças do país, Francois Baroin. A nota cai um nível, de AAA para AA+. Em comentários que estão sendo divulgados pela versão online do jornal francês Le Monde, ele afirma que a notícia foi uma meia surpresa. “Não é uma boa notícia, mas também não é uma catástrofe”, disse.

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"É necessário perseguir as reformas, amplificá-las", disse. "É uma crise inédita, conseqüência de duas crises financeiras de 2008 e de 2009. Para salvar a economia mundial há três anos, os estados tomaram o fardo do déficit sob suas costas."

Ainda segundo o Le Monde, o ministro acrescentou que não haverá um novo plano de rigor. "Não acredito que reagimos tardiamente. É uma crise mundial, temos de continuar fazendo o que já estamos fazendo." Na visão do ministro, a agência cortou o rating em função do equilíbrio geral das finanças.

Baroin acrescentou que a França nunca emprestou títulos a taxas tão baixas no momento, desde a criação do euro. “Este é o paradoxo dessa crise. Os mercados devem ter antecipado a notícia hoje, mas a reação foi moderada.”

A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores estrangeiros na hora de decidir em que país irão colocar suas aplicações. Ela reflete o risco que um país tem de não honrar o pagamento de seus títulos. Quanto melhor é a avaliação, menor é o risco e, portanto, maior é a capacidade do país de atrair investimentos.

A partir de um determinado patamar de classificação de risco o país é considerado "grau de investimento". Ou seja, o risco de calote é muito baixo. Muitos fundos de investimento estrangeiro direcionam recursos apenas para países que têm esta classificação. Parte deles é mais exigente, aplicando apenas em países que são considerados "grau de investimento" por ao menos duas das três grandes agências.

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