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Conforme pesquisa, 78% dos executivos da zona do euro acreditam que adoção da moeda comum teve reflexo positivo nos negócios

Apesar da crise das dívidas soberanas que atinge a zona do euro há vários meses, os empresários europeus continuam apoiando o uso da moeda única, segundo revela uma pesquisa divulgada Grant Thornton International. Neste ano, o tratado de Maastricht, que deu origem ao euro, completa 20 anos. Conforme o levantamento, 78% dos executivos da zona do euro acreditam que a adoção do euro teve um reflexo positivo em seus negócios.

Os principais impactos citados foram o aumento do comércio com outros países que utilizam o euro (23%), a eliminação do risco cambial (15%) e a maior transparência nos preços (12%). As empresas da Finlândia (90%) e Bélgica (84%) são as que relatam maiores benefícios com a entrada de seus países na zona do euro, assim como os executivos das duas maiores economias da região, Alemanha e França (79% e 71%, respectivamente).

Os italianos foram os que notaram menos benefícios em aderir o euro, com 48%, aponta a Grant Thornton. "A Europa pode estar em recessão, porém o fim da moeda única pode levar a economia mundial a um colapso junto com a região. Se houvesse um referendo hoje sobre o futuro do euro, o resultado seria quase unânime para manter a moeda", avalia Ed Nusbaum, presidente da Grant Thornton. "Os políticos devem levar em conta o desejo das empresas em busca de soluções que consolidem o euro e traçar planos para o futuro da integração europeia."

O estudo, feito com mais de 11.500 empresas, mostrou também que a visão dos empresários sobre uma maior integração europeia é variada. Apenas 31% dos executivos da zona do euro disseram que aprovam a expansão da região. Por outro lado, entre as economias mais problemáticas - Grécia (62%) e Espanha (53%) - os empresários são mais dispostos a acolher novos membros no bloco.

Por outro lado, um quarto das empresas da região gostaria de ver alguns países abandonarem o euro. Essa opção é mais evidente nos poucos países com rating de dívida soberana AAA como Finlândia (50%), Alemanha (40%) e Holanda (24%). Fora da zona do euro, a maioria dos empresários da Polônia (64%) e Dinamarca (62%) gostaria que seus países aderissem à moeda única. Ao contrário dos executivos do Reino Unido (12%) e Suécia (28%).

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