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Justificativa para remoção é o impacto da "alteração da ordem pública" provocado na catedral de Saint Paul, na capital britânica

Os integrantes do movimento 'Ocupe Londres', que acampam há três meses em frente à catedral de Saint Paul, na capital britânica, perderam sua batalha legal no Tribunal Superior da cidade, que determinou a remoção dos manifestantes do local. Os ativistas ainda terão sete dias úteis para recorrer.

A corte londrina deu ganho de causa à City, centro financeiro da capital britânica, ao entender o direito de remover à força o acampamento montado em 15 de outubro pelo grupo Ocupe Londres.

Manifestantes em frente à catedral de Saint Paul, na capital britânica
ASSOCIATED PRESS/AP
Manifestantes em frente à catedral de Saint Paul, na capital britânica
Após divulgar a sentença, o tribunal reiterou seu desejo de que os manifestantes desarmem "voluntariamente" as cerca de 100 barracas que se amontoam na entrada do templo anglicano, próximo à Bolsa de Valores de Londres.

Mesmo assim, as autoridades da City advertiram que utilizarão seu poder para expulsar os manifestantes se eles não abandonarem voluntariamente o local no prazo estabelecido pelo juiz ou retomar o processo judicial mediante uma apelação. Um porta-voz do movimento de protesto afirmou que a intenção do movimento é apresentar um recurso contra a decisão do juiz.

Leia : Manifestantes de Londres desafiam ultimato para retirar acampamento

"É difícil avaliar a decisão do juiz neste momento, pois o processo ainda não foi concluído, deve terminar o processo de apelação, e não sabemos quanto durará", afirmou à Agência Efe a manifestante Helen Perrault-Newby. Em uma corte abarrotada por manifestantes e jornalistas, o juiz do tribunal londrino apoiou a tese das autoridades da capital em sua resolução.

A justificativa para a remoção é o impacto da "alteração da ordem pública" provocado em uma área central de Londres. O juiz, que visitou pessoalmente o local em dezembro, reconheceu em sua resolução a "sinceridade e a paixão" dos manifestantes, mas rejeitou seus argumentos para permanecer com base na liberdade de expressão e no direito de assembleia.

Veja : Protestos fecham catedral em Londres por tempo indeterminado

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