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Mario Monti diz que considerará medidas adicionais após implementar promessas feitas a UE

O novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, disse nesta quinta-feira que o país enfrenta uma emergência séria, prometendo rigor e justiça em reformas para tirar o país de uma enorme crise financeira. O ex-comissário europeu, empossado na quarta-feira, fazia seu primeiro discurso ao Parlamento antes de um voto de confiança marcado para esta noite.

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Correndo para pôr fim ao colapso da confiança do mercado, Monti disse que considerará medidas adicionais após implementar por completo as promessas feitas à União Europeia, que nunca foram cumpridas por seu predecessor, Silvio Berlusconi.

Ele disse que os objetivos principais de seu governo tecnocrata serão melhorar os serviços públicos e ajudar mulheres e jovens a conseguir emprego.

Deixando claro que buscará reduzir a enorme dívida pública da Itália e estimular o crescimento, Monti disse que o país tem uma idade maior de aposentadoria que França e Alemanha e que a evasão crônica de impostos precisa ser combatida, diminuindo a a carga tributária geral. Ele também estabeleceu um cronograma para a venda de ativos estatais.

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Monti disse que o uso do capital precisa ser reduzido para mitigar a economia informal, que representa quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também prometeu reduzir o custo do sistema político italiano, que causou grande irritação na população durante o governo de Berlusconi.

Para as reformas radicais, Monti precisará do forte apoio parlamentar prometido pelos partidos, mas isso pode evaporar diante da impopularidade das medidas, de acordo com analistas.

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