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Leilões ficam pouco acima do meio da faixa meta de 2 bilhões a 3 bilhões de euros

A Itália e a Espanha venderam títulos de suas dívidas nesta terça-feira com pouca dificuldade e com custos de empréstimos que tocaram poucos sinos de alerta.

Um ou dois dos bancos que haviam comprado títulos do Tesouro da Itália indexados à inflação foram, no entanto, rápidos em vender o papel, dada uma enorme emissão recente no varejo de papéis também indexados aos aumentos de preços. Isso puxou para cima os rendimentos dos títulos italianos no mercado secundário.

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A Itália também vendeu um título com vencimento em dois anos com cupom zero por um rendimento médio de 2,35%, abaixo dos 3,01%  registrados há um mês, graças a uma demanda sustentada dos bancos cheios de liquidez do Banco Central Europeu (BCE). Foi o menor rendimento para esse tipo de título desde novembro de 2010.

A demanda atingiu cerca de 1,9 vez os 2,8 bilhões de euros vendidos, praticamente em linha com a relação entre oferta e demanda vista há um mês.

A Espanha, que tem ficado sob mais pressão do que a Itália, vendeu com facilidade 2,6 bilhões de euros em títulos de curto prazo do Tesouro, com a demanda se mostrando saudável, apesar da preocupação persistente do mercado com sua capacidade de reduzir o déficit público.

O Tesouro espanhol vendeu 1,5 bilhão de euros em títulos de três meses e 1,08 bilhão de euros em títulos de seis meses. Juntos, os leilões ficaram pouco acima do meio da faixa meta de 2 bilhões a 3 bilhões de euros.

Os custos dos empréstimos foram mistos em relação aos últimos leilões de papéis similares há um mês, mas mantiveram níveis baixos. O rendimento médio do título de três meses foi de 0,381%, em comparação com 0,396% obtido há um mês. Para os títulos de seis meses, o rendimento médio foi de 0,836%, um pouco acima do registrado em fevereiro.

(Reportagem de Valentina Za)

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