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Credores tentam evitar reestruturação de dívida maior do que a da Grécia

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O Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade que representa os credores internacionais, quer que os líderes europeus aprovem um segundo pacote de ajuda financeira para Portugal o mais rápido possível para evitar o mesmo destino da reestruturação da dívida da Grécia, que superou a Argentina como o maior calote da história.

“Os líderes europeus deveriam se antecipar ao problema desta vez, comprometendo-se com um segundo pacote de ajuda a Portugal”, disse Phil Suttle, economista-chefe do IIF, em entrevista à Agência Estado durante um dos encontros paralelos à reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Montevidéu.

O sentimento de urgência dos investidores, segundo Suttle, está refletido nos juros ainda salgados pagos pelos títulos da dívida do governo português: a taxa de retorno (yield) pago pelos bônus de 10 anos de Portugal estão acima de 13,5%, o que inviabiliza o país a acessar o mercado de capitais para suprir necessidades de refinanciamento.

A segunda operação de liquidez (LRTO, na sigla em inglês) realizada pelo Banco Central Europeu em 29 de fevereiro aliviou a situação, quando as taxas pagas pelos papéis portugueses chegaram a bater 18,3%.

“Seria sábio sinalizar o quanto antes um segundo pacote para Portugal porque estamos caminhando, no momento, para o que eu descreveria como um lento naufrágio. Se os juros dos bônus portugueses mantiverem-se elevados ao longo de 2012, haverá maior preocupação em relação à capacidade do país de conseguir voltar acessar os mercados também em 2013”, disse Suttle. “E essa preocupação dos investidores levará a uma sangria de capital deixando Portugal.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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