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País se comprometeu a debater ou emendar polêmica reforma do BC húngaro, criticada pelo bloco europeu

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Janos Martonyi, afirma em carta publicada nesta terça-feira que o governo está disposto a debater, e inclusive emendar, a polêmica reforma do banco central, criticada pela União Europeia (UE), que teme que a entidade monetária perca independência.

"Estamos dispostos a considerar a modificação das leis, se necessário", indica o ministro em carta enviada nesta segunda-feira a todos os países da UE e entregue nesta terça à imprensa. Em sua carta, Martonyi se mostra disposto a dialogar e reconhece a autoridade da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) como "guarda" dos tratados do bloco.

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A Hungria foi criticada nas últimas semanas pela Comissão por várias leis, como a do banco central, na qual o órgão percebe uma tentativa de controlar a entidade. Por isso, a UE condicionou a entrega de um empréstimo à Hungria a modificação da norma. Martonyi destaca que já começaram os contatos para "garantir a todos" a manutenção da independência do banco.

Ele também ressalta que o governo húngaro está disposto a dialogar "com qualquer um que tenha preocupações específicas", mas disse acreditar que a Comissão tratará esses assuntos de forma equilibrada e razoável.

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O chanceler húngaro rejeita qualquer violação do compromisso democrático por parte de seu governo, criticado dentro e fora do país após a aprovação de uma nova Constituição, na qual a oposição a considera um mero instrumento para perpetuar o poder do partido Fidesz, legenda do governo.

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