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Centro de estudos estatal recomenda reformas para reativar a economia

A Holanda está no mesmo barco fiscal dos países periféricos que lidera na zona do euro e precisa cortar gastos públicos e fazer reformas estruturais para reativar uma economia em queda e manter a confiança dos investidores, afirmou o centro de estudos estatal CPB.

O instituto, cujas estimativas são utilizadas pelo gabinete para decidir sobre as políticas orçamentárias, previu nesta terça-feira déficits orçamentários mais amplos tanto para este ano como para o próximo, e disse que o país precisa de "medidas confiáveis" para apresentar aos mercados.

A Holanda, um dos quatro países da zona do euro que ainda possuem um conjunto completo de ratings AAA das três principais agências de classificação de risco, tem sido, juntamente com a Alemanha, uma crítica notavelmente severa do fracasso dos países periféricos da região em atingir as metas de redução de déficit.

O centro de estudos disse que, assim como os parceiros da zona do euro, os holandeses agora enfrentam o mesmo desafio para cumprir as medidas de austeridade e ao mesmo tempo estimular o crescimento.

"A Holanda é confrontada com os mesmos problemas de Itália e Espanha. Cortes orçamentários são igualmente necessários nesses países a fim de recuperar o controle do orçamento do governo, ao mesmo tempo que as reformas devem ser implementadas para garantir o crescimento econômico", disse o centro em um relatório.

A Holanda, que está em recessão desde julho devido ao aumento do desemprego e à fraqueza nos gastos do consumidor, precisa de uma nova rodada de austeridade se quiser cumprir a meta de déficit de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, conforme exigido pela Comissão Europeia, na comparação com a meta de 4,6 por cento prevista para este ano.

O ministro das Finanças da Holanda, Jan Kees de Jager, que repreendeu países do sul da Europa por quebrar regras orçamentárias, afirmou na segunda-feira que seria mais difícil para seu país aderir às regras orçamentais da UE, mas que iria respeitá-las.

O CPB aumentou ligeiramente as previsões de déficit orçamentário, prevendo um déficit de 4,6 por cento do PIB neste ano e no próximo na ausência de cortes de gastos.

Em 1º de março, o centro havia previsto um déficit de 4,5 por cento do PIB nos dois anos.

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