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Premiê holandês destacou que o rebaixamento da França pode prejudicar o rating do fundo de resgate temporário da zona do euro

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O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, disse neste domingo que o recente rebaixamento do rating de crédito da França destaca a necessidade de uma rápida implementação de um fundo de resgate permanente para a zona do euro.

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Os comentários de Rutte, que surgem após a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter cortado na sexta-feira a nota da França de AAA para AA+, se assemelham às declarações feitas por outros líderes europeus, que reagiram à notícia durante o final de semana. A S&P também baixou os ratings de outras oito nações europeias, incluindo Itália, Espanha e Portugal. Alemanha, Holanda, Finlândia e Luxemburgo foram poupadas, assim como a Bélgica, a Estônia e a Irlanda.

O premiê holandês afirmou em uma entrevista que o rebaixamento da França pode prejudicar o rating do fundo de resgate temporário da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). A nota AAA da EFSF depende da classificação de seus avalistas. Ao perder a sua nota máxima, o EFSF pode não conseguir levantar tanto capital quanto planejava, o que pode reduzir a sua capacidade de sustentar os países problemáticos da região.

Esses potenciais contratempos destacam a necessidade de uma rápida implementação de um fundo de regaste permanente, conhecido como Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, em inglês), de acordo com Rutte. O ESM, que deve começar até meados de 2012, terá sua própria base de capital e não dependerá dos ratings de crédito dos países membros, explicou o premiê holandês. "Todos os 17 países depositarão dinheiro. Assim, o fundo pode emprestar com taxas de juros mais baixas." As informações são da Dow Jones.

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