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Relatório aponta progresso nas reformas e recomenda liberação de empréstimo

A Grécia terá que cortar mais 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos do governo em 2013 e 2014 para atingir as metas fiscais acordadas na fundamentação do segundo resgate internacional para Atenas, disse um relatório da Comissão Europeia.

O Relatório de Conformidade do braço executivo da União Europeia (UE) descreve o progresso das reformas gregas necessário para a liberação da nova parcela de dinheiro da zona do euro para Atenas e recomenda que o primeiro desembolso seja feito o quanto antes.

O relatório, obtido pela Reuters, diz que o pacote de cortes adotados pela Grécia no começo de 2012, que equivale a 1,5% do PIB, deve permitir que Atenas cumpra a meta de reduzir o déficit primário para 1% este ano.

"No entanto, projeções atuais revelaram grandes déficits fiscais em 2013 e 2014", disse o relatório da Comissão, acrescentando que o déficit para os dois anos totalizava 5,5%.

"Portanto, substanciais cortes adicionais de gastos deverão ser anunciados e adotados pela Grécia nos próximos meses, em particular quando a Grécia atualizar seu orçamento de médio prazo em maio de 2012", afirmou o relatório.

A Grécia fará eleições para o Parlamento em abril. O país já está sofrendo fortemente com as medidas de austeridade, com alto desemprego, o que inclui mais jovens fora do que dentro do mercado de trabalho.

O relatório disse que, em preparação para novos cortes, o governo está revisando programas de gastos públicos, focando-se em cortes nas transferências sociais e na defesa e na reestruturação das administrações central e locais.

As novas medidas são necessárias para a Grécia continuar recebendo ajuda financeira da zona do euro e do FMI sob o segundo resgate de 130 bilhões de euros, que manterá Atenas financiada até 2014.

"As atuais políticas não são suficientes para trazer as contas públicas a essas metas. O governo terá que identificar esse montante (5,5% do PIB) em medidas até junho de 2012 e adotá-las nos orçamentos de 2013 e 2014 para atingir as metas", afirmou o relatório.

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