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Decisão acontece após o EFSF já ter atuado para cobrir os custos da troca da dívida

O fundo de resgate temporário da zona do euro, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês), contribuirá com 109,1 bilhões de euros (R$ 257 bilhões) no segundo resgate grego, depois de cobrir os custos da troca da dívida grega, disse o presidente-executivo do EFSF, Klaus Regling.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai contribuir com outros 28 bilhões de euros, que serão pagará à Grécia ao longo de quatro anos, em vez dos três anos previstos no plano de financiamento da zona do euro.

O valor de 109,1 bilhões de euros inclui 48 bilhões de euros que o EFSF fornecerá na forma de seus próprios títulos para recapitalizar os bancos gregos ao longo das próximas semanas, disse Regling a várias agências internacionais de notícias.

"Isso significa que 61 bilhões de euros serão deixados para o programa normal de financiamento", disse ele em comentários para serem divulgados nesta sexta-feira.

Os números do EFSF não incluem os 30 bilhões de euros que a zona euro forneceu como incentivo aos investidores na reestruturação privada da dívida, nem os 5,5 bilhões de euros de reembolso de juros acumulados.

Regling disse ainda que o EFSF forneceu 26,6 bilhões de euros em incentivos aos detentores de dívida sob jurisdição da Grécia.

O EFSF, que tem uma capacidade de empréstimo total de 440 bilhões de euros, graças às garantias dos governos da zona do euro, emitiu notas de seis meses no valor de 4,6 bilhões de euros para pagar juros da dívida grega fora do total de 5,5 bilhões de euros.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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