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Organismo prevê que PIB brasileiro avançará 3% este ano e 4% em 2013; entre os Brics, só África do Sul terá desempenho pior

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Em meio ao agravamento do cenário externo, o FMI (Fundo Monetário Internacional) voltou a reduzir sua previsão de crescimento para a economia brasileira, que deve ficar abaixo da média mundial em 2011 e neste ano.

De acordo com a revisão do relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), divulgada nesta terça-feira, em Washington, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá avançar 2,9% em 2011 e 3% neste ano.

Se as projeções do fundo se confirmarem, o Brasil terá voltado a crescer abaixo da média global, após ter registrado um resultado bem superior à média mundial em 2010, quando cresceu 7,5%, diante de um avanço global 5,2%.

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A projeção do FMI para este ano é 0,6 ponto percentual menor do que a divulgada anteriormente, em setembro de 2011, e também fica abaixo dos 3,27% projetados no último Boletim Focus, levantamento semanal feito pelo Banco Central do Brasil com base em consultas ao mercado.

Caso a previsão do FMI se confirme, o crescimento brasileiro em 2012 ficará abaixo da média mundial (3,3%) e também da média das economias emergente e em desenvolvimento (5,4%).

O avanço do PIB brasileiro também será menor que a média da América Latina e Caribe (3,6%) e do que o da China (8,2%), da Índia (7%) e da Rússia (3,3%), países que integram o grupo dos Brics.

Entre os Brics, apenas a África do Sul terá desempenho pior que o do Brasil, com previsão de crescimento de 2,5% em 2012.

Para 2013, o FMI projeta avanço de 4% no PIB brasileiro, 0,2 ponto percentual abaixo da previsão anterior, mas 0,1 ponto acima da média global, que é de 3,9%. 

Zona do euro

A nova versão do relatório reduz as previsões de crescimento para praticamente todos os países e regiões, especialmente em consequência dos problemas nos países da zona do euro.

“As perspectivas de crescimento global se obscureceram e os riscos escalaram bruscamente durante o quarto trimestre de 2011, à medida que a crise na zona do euro entrou em uma perigosa nova fase”, diz o FMI.

Segundo o relatório, preocupações com perdas do setor bancário e sustentabilidade fiscal se espalharam por vários países da zona do euro. Em muitas economias avançadas, as condições de empréstimos bancários se deterioraram. No caso dos emergentes, o impacto foi sentido com queda nos fluxos de capital.

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De acordo com o relatório, os emergentes ainda correm o risco de que a perda de confiança global altere a dinâmica dos mercados de crédito e imobiliário, o que afetaria de modo negativo a atividade econômica nesses países.

O FMI afirma ainda que, dada a profundidade da recessão de 2009, as taxas de crescimento previstas para as economias avançadas são insuficientes para reduzir as altas taxas de desemprego.

O relatório ressalta que as projeções são de desaceleração, e não de colapso, já que a maioria das economias avançadas vai evitar cair em nova recessão e que a atividade nos emergentes, que vai ser reduzida, vinha em um ritmo bastante alto.

“Entretanto, isso pressupõe que, na zona do euro, as autoridades intensifiquem seus esforços para combater a crise”, diz o documento.

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Em um cenário mais pessimista, no qual o contágio financeiro para o resto do mundo seja maior do que o esperado e o comércio internacional também seja afetado, as projeções de crescimento mundial poderiam ficar cerca de 2 pontos percentuais abaixo do previsto no relatório, diz o FMI.


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