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Relatório da Moody's inclui apenas as três brasileiras na lista de 170 empresas não financeiras nas Américas com exposição superior a 20% à Europa

A produtora de celulose Fibria, a fabricante de aviões Embraer e o frigorífico Marfrig são as empresas brasileiras mais expostas à Europa, que enfrenta crise, apontou a agência de classificação de risco Moody's nesta quinta-feira.

Em relatório em que lista 170 empresas não financeiras nas Américas com exposição superior a 20% à Europa, a Moody's inclui apenas três companhias brasileiras.

Segundo a agência, o impacto final nas companhias pela crise nas economias europeias dependerá de quão cíclica é a indústria em que cada uma delas se insere.

No caso da Fibria, de 40% a 50% de sua receita está concentrada na Europa, conforme a Moody's, que tem rating "Ba1" para a companhia, dentro da faixa considerada como especulativa, e perspectiva estável para a nota.

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A Embraer, por sua vez, tem entre 30% e 40% de seu faturamento obtido no continente europeu, pelos cálculos da Moody's. A Moody's atribui rating ""Baa3" à Embraer, dentro da categoria considerada grau de investimento. A perspectiva para a nota é estável.

Procurada, a Embraer informou que está confortável com sua carteira de clientes na Europa e destacou o fato de que o continente, embora ainda relevante, vem reduzindo a participação na receita total da companhia.

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Isso se deve, principalmente, à expansão da base de clientes da Embraer, sobretudo em mercados emergentes como China e região Ásia-Pacífico, que passam por crescimento expressivo do tráfego aéreo.

Marfrig

Outro grupo brasileiro que aparece na lista da Moody's é o frigorífico Marfrig, com de 20% a 30% da receita na Europa. A Marfrig tem rating "B1", dentro do grau especulativo, e perspectiva negativa.

Para a Moody's, as empresas com ratings de crédito fora do grau de investimento -casos de Marfrig e Fibria, mas não da Embraer- são as que enfrentam mais risco, já que teriam um colchão menor de liquidez para absorver uma recessão na Europa que reduziria suas receitas.

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A Moody's prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro terá entre crescimento zero e queda de 1% em 2012.